Aqui damos o enfoque para a necessidade do ser humano ter comunhão com Deus, independente da dogmática religiososa e cristã.
O "Ensino Religioso" no Brasil, nos últimos anos, tem sido alvo de debate, não mais como nos períodos correspondentes ao processo constituinte e à elaboração das leis ordinárias consequentes das décadas 30 a 60, mas quanto à compreensão de sua natureza e papel na escola, como disciplina regular do currículo. Se naqueles períodos esse ensino foi considerado um elemento eclesial na escola, pelo tipo de tratamento que lhe foi dado na segunda metade dos anos 80 até o momento, o esforço tem sido envidado no sentido de assegurá-lo como elemento normal do sistema escolar. Para isso não deve ser entendido como ensino de uma religião ou das religiões na escola, mas sim uma disciplina centrada nas diferentes ciências que estudam o fenômeno
religioso. Hoje, as concepções que permanecem num imaginário de muitos setores, consideram o ensino religioso ainda como elemento eclesiástico na escola e não como disciplina regular, integrante do sistema escolar. Até a segunda metade do século XX, predominou no Brasil o ensino religioso na concepção de “reeligere”, entendimento do “escolher outra vez”, com a finalidade de fazer seguidores. Nesse contexto ele se caracterizava como evangelização, aula de religião, catequese, ensino bíblico. O conhecimento veiculado era o da informação sobre elementos da religião, e a LDB n° 4.024/61 refletiu bem essa concepção.